A importância da trilha sonora no video content

A música é parte inerente do audiovisual. É o elemento indispensável para entregar uma experiência emotiva e sensorial mais completa à audiência, muitas vezes tornando-se até mais memorável do que as imagens. Isso acontece tanto com trilhas sonoras de filmes e séries quanto com jingles de peças publicitárias que marcam épocas da história. 

 

Alguns conseguiram criar uma relação tão profunda com as pessoas que continuam a adaptar a mesma trilha ao longo de anos para conquistar novas gerações de consumidores. Quem não lembra dos comerciais da Faber Castell, por exemplo, ao ouvir “Aquarela”, de Toquinho e Vinicius de Moraes? Do jingle de inverno das Lojas Pernambucanas? Ou do “Pipoca e Guaraná”, famoso na década de 1990, que inclusive ganhou uma nova versão na voz de Manu Gavassi recentemente? 

 

Porém, quando esses comerciais foram exibidos os tempos eram outros, claro. Na era pré-internet, a demanda dos consumidores era muito diferente e o bombardeamento constante de informação era muito menor, o que gerava um cenário de pouca concorrência pela atenção das pessoas. 

 

Hoje, o lugar da música no marketing ganhou outras abordagens e objetivos, como não poderia deixar de ser. Com a disrupção causada pela internet e das redes sociais, mudaram-se os formatos, a relação marca-consumidor e novos modelos de publicidade foram sendo criados. 

 

Com plataformas como Twitter e Instagram, é muito maior a sensação de proximidade dos fãs em relação a artistas da indústria da música. Muitos acabaram se tornando influenciadores digitais, com milhões de seguidores. E isso impactou a forma como a música é empregada nos conteúdos em vídeo. 

 

Não faltam exemplos recentes de ações de marcas em parceria com artistas do momento ou que incorporam elementos de gêneros musicais que se relacionam com públicos mais jovens e temas como a cultura digital, a diversidade, feminismo e liberdade de expressão. 

 

É o caso da campanha “AVON TÁ ON”, da marca de cosméticos, que combinou o funk com um casting diverso para exaltar diferentes formas de beleza. Ou da Riachuelo, que lançou o mote “Riachuelo começou a seguir você” junto com um clipe de faixa autoral estrelando as cantoras pop Giulia Be e Malía, e a sertaneja Simaria, a fim de expressar o conceito de liberdade na moda e evidenciar o poder feminino. 

 

Outro player que apostou em vídeo de música autoral foi a Doritos na campanha de lançamento do Buffalo Wings no Brasil. Para engajar os consumidores no novo sabor do biscoito, que já é sucesso nos EUA há muito tempo, a marca trouxe o roqueiro Supla, figura popular e muito particular do Brasil, conhecido por misturar expressões em português e inglês em suas falas e músicas, e que também passou a fazer sucesso nas redes sociais de uns tempos para cá. 

 

Ao apostar em artistas relevantes, as marcas trazem junto seus milhares ou milhões de seguidores. É dentro dessa lógica também que o mercado brasileiro está se abrindo mais para uma tendência já consolidada no exterior de selecionar gente famosa da indústria musical para assumir postos de criação dentro das empresas. Foi o que aconteceu, por exemplo, na parceria da Anitta com a Skol Beats e da Iza com a Olympikus. 

 

A música tem o poder de atrair, emocionar e movimentar as pessoas como nenhum outro elemento da cultura. Ela está em todos os lugares, o tempo todo. Por isso, no planejamento de uma campanha vale considerar a narrativa sonora ou música como peça tão importante quanto ou até mais relevante que o roteiro e as imagens. 

 

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