A nova realidade do streaming

Durante o isolamento devido à pandemia de Covid-19, como plataformas de streaming capaz-se fontes de entretenimento indispensáveis ​​e passaram a ocupar um espaço muito mais relevante na rotina dos consumidores. Com isso, mudam também as exigências dessa audiência com relação à maneira como se relacionam com esses serviços e seu conteúdo. 

A essa altura, tem streaming para todos os gostos. O pioneiro Netflix continua sendo o primeiro no ranking de assinaturas e ganhou mais credibilidade ao longo dos anos por suas séries próprias. A Amazon Prime recebe críticas pela interface pouco amigável, mas mesmo assim conquistada por algumas pérolas em seu catálogo. Já outros serviços miram em audiências mais fechadas, como a Disney, que tem a vantagem da afetividade dos fãs da casa do Mickey Mouse, e o MUBI, cuja curadoria foca totalmente em filmes de arte. 

De qualquer forma, os grandes players desse mercado enfrentam grande concorrência pelo tempo, atenção e investimento de seus usuários. É uma tarefa difícil, visto que o comportamento do público ainda é muito “volátil” devido à facilidade para cancelar uma assinatura de um serviço e migrar para outro mês. 

Alguém pode preferir assinar um serviço que não tenha nenhum catálogo sua série ou filme preferido ou porque tem mais preferência por filmes de arte. Outro talvez decida cancelar simplesmente porque a plataforma não tem um botão de busca. Muita gente também não pensa muito no que deseja assistir e se rende àquela nova série eleita queridinha das redes sociais. 

Para se ter uma ideia, dados de um levantamento da Kantar Ibope Media revelam que 37% dos entrevistados não considera interessantes como recomendações das plataformas. Ao mesmo tempo, 70% confia mais nas sugestões de amigos, familiares e conhecidos para decidir o que assistir.

No fim das contas, o que os consumidores buscam é uma relação de proximidade com os serviços, como se fosse um amigo que conhece seus gostos e indica aquela produção que tem certeza que você vai gostar. Uma palavra para streaming é customização.  

Nesse novo degrau da relação, além da curadoria bem feito, muitos outros fatores influenciam na tomada de decisão dos consumidores, como fluidez de navegação, mecanismos de busca intuitivos, layouts atraentes e uma comunicação ativa nas redes sociais.

A Netflix, por exemplo, produz e faz uma curadoria de memes relacionados às suas séries. Muitas marcas postam listas do que assistir em determinados no fim de semana ou indicadores filmes relacionados ao seu universo, como casamento ou viagens.

Outra aposta, partindo do fato de que a seleção baseada somente em algoritmos não é mais suficiente, é na chamada “curadoria humana”. Trata-se de dar importância a um olhar mais exclusivo. 

A HBO Max, por exemplo, fez sua estreia com uma campanha “Recomendado por humanos”. Na plataforma, havia pequenos vídeos com sugestões de filmes e séries de celebridades, atores e atrizes, diretores e produtores da WarnerMedia. Já o Netflix foi testado com a tag “Coleções”, playlists temáticas feitas por colaboradores da empresa. 

Plataformas de streaming – dependendo de onde a inteligência artificial pode chegar – talvez nunca deva ter a mesma potência do cérebro humano, mas há várias formas de manter essa conexão com os que podem fazer experiências cada vez mais únicas e autênticas. E é isso que fará a diferença em seu sucesso nesse novo momento do mercado. 

Créditos de imagem: mjimages

 

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