“Chico Rei Entre Nós” em exibição gratuita na 3° Mostra Negritude Infinita

Documentário está entre os 34 filmes em destaque na 3ª edição da Mostra que enaltece a produção audiovisual negra de todo o Brasil 

Entre os dias 18 e 28 de março, a Mostra Negritude Infinita, em sua terceira edição, promove a exibição gratuita de 34 filmes, entre curtas, médias e longas, feitos antes e durante uma pandemia, por realizadores e produtores audiovisuais negros de todo o Brasil. Entre os destaques deste ano está o documentário “Chico Rei Entre Nós”, dirigido por Joyce Prado e produzido pela Abrolhos Filmes. 

“É muito recompensador saber que a história de Chico Rei será exibida de maneira acessível a todos os brasileiros em um dos mais importantes eventos que prestigiam a produção audiovisual negra, ampliando e revelando a diversidade de narrativas que a história do Brasil e o cinema possibilitam” , observa André Sobral, produtor da Abrolhos. 

Premiado na 44ª Mostra de Internacional de Cinema de São Paulo, “Chico Rei Entre Nós” investiga os ecossistemas da escravidão brasileira e os desafios da vida de pessoas negras dos dias de hoje, a partir da memória de Galanga, ex-Rei do Congo trazido ao Brasil como escravo para trabalhar nas minas da região de Ouro Preto (MG), que conquistou sua própria alforria a outros de sua comunidade. Uma história de resistência e liberdade bem preservada pelo Reinado, mencionado que ocorre anualmente na cidade mineira. 

As produções da Negritude Infinita ficarão disponíveis no site do festival , separados em oito datas. “Chico Rei Entre Nós” estará na Sessão 5 – Línguas Enroladas – Linguagens em Parto. Ainda, no dia 24 de março, às 19h, Joyce Prado participará de um dos debates promovidos pela Mostra. 

Pandemia Com Curadoria de Darwin Marinho, Leon Reis, Lílian do Rosário e Luly Pinheiro, a Mostra Negritude Infinita, neste ano, Teve Que se adaptar Ao Cenário Atual de cinemas Fechados e Isolamento social. Se por um lado, a experiência de ver os filmes em telas grandes e salas fechadas não acontecerá, por outro, como restrições territoriais de uma mostra física deixam de existir, potencializando o acesso às produções que estão presentes nas oito ocorrências do evento.

“Filmes-cartas, filmes-memória, filmes em casa. Para além da forma fílmica, o isolamento social reverberou nas criações do último ano sob diversas informações. Equipes reduzidas, filmes feitos com celular, filmes sobre amor à distância. Os cinemas, assim como a nossa Mostra, resistiram, encurtaram e abriram caminhos. Novos Caminhos ”, afirma a curadoria.

Oficina de Crítica Ministrado por Bruno Galindo e Lorenna Rocha, uma oficina AMPLI_AR ocorrerá em quatro encontros e tem como objetivo fazer uma breve introdução à crítica [negra] brasileira, a partir da implicação entre o campo da crítica e do cinema negro no Brasil. O programa faz parte do Eixo Formativo da Negritude Infinita.

Negritude Infinita A Negritude Infinita é um grupo que busca promover um espaço de reflexão sobre os rumos do cinema negro no Brasil, espaços de discussão e debate sobre a produção audiovisual em perspectivas negras.

 

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