Clip-commerce, lives e realities: Tendências do comércio virtual mostram poder do vídeo

Crescimento do e-commerce está diretamente associado ao aumento do consumo de vídeos digitais; data-driven deve acirrar ainda mais essa transformação, segundo produtor da Abrolhos Filmes

 

O e-commerce teve grande desenvolvimento em 2020, com crescimento de 18%, segundo a ABComm, movimento que continuou em 2021 e alçou o Brasil para o top 10 países que mais se destacam no segmento (eMarketer, maio de 2021). E esse boom está diretamente relacionado ao maior consumo de vídeos digitais – qualquer conteúdo em vídeo transmitido pela internet -, movimento no qual o país também está acima da média mundial.

 

Ao longo do último ano recorremos aos vídeos digitais para tudo: exercícios, informação sobre os acontecimentos do mundo, culinária, aprender alguma habilidade, entre outros. Inclue-se nisso a consulta a tutoriais e reviews de produtos e serviços que desejamos adquirir, por exemplo. 

 

“Sem a opção de ir à loja escolher, passamos a recorrer aos vídeos, um tipo de mídia descomplicada, acessível e constante, para tomar nossa decisão. Isso moldou um novo tipo de consumidor, mais consciente e analítico, e o e-commerce  reagiu rapidamente para se adaptar a essas novas demandas, incorporando os vídeos às suas estratégias de marketing ”, explica André Sobral, produtor da Abrolhos Filmes, cujo lançou seu braço de video content em 2020. 

 

É só observar as principais tendências do e-commerce para os próximos meses, que surgiram desse período de isolamento. 

 

O live commerce, por exemplo, é um dos formatos que mais cresce no mundo. Já bem estabelecido na China, o modelo chegou ao Brasil em 2021, impulsionado pela febre das lives da pandemia. A proposta é parecida com a do conhecido Shoptime: em um programa ao vivo, o consumidor interage com o representante da marca. 

 

“Na lógica digital, o apresentador é um influencer e a tecnologia por trás torna a interação muito mais simples e rápida. Ao tirar dúvidas ao vivo, por exemplo, a venda se torna mais humanizada”, explica o produtor da Abrolhos Filmes. 

 

Outros dois formatos de entretenimento que viraram febre na pandemia, os reality shows e as webséries vêm sendo adaptados para estratégias de marcas. A Nespresso, por exemplo, lançou o Nespresso Talentos da Gastronomia no Youtube, programa de oito episódios no qual , profissionais da área, indicados por chefs renomados de São Paulo, participam de desafios gastronômicos. 

 

Em agosto, também começou a ganhar corpo a tendência do clip-commerce, modelo que permite ao consumidor . A marca de móveis e decoração Westwing lançou a primeira campanha utilizando o formato no Brasil, no início de agosto, utilizando ferramentas de venda do Facebook e do Google. Em clipe de música inédita da cantora Vanessa da Mata – feita especialmente para a ação -, o consumidor pode conferir um catálogo da marca que fica disponível junto ao vídeo. 

 

Para Sobral, essas estratégias de vendas na internet com o uso do vídeo tendem a se acirrar cada vez mais com o emprego mais frequente da análise de dados, por exemplo, que a Abrolhos Filmes já emprega em suas produções, o chamado data-drive video. 

 

“Quanto mais informação se tem sobre os clusters de clientes, mais certeira se torna uma ação”, pontua o produtor, que finaliza: “Os vídeos deixaram de ser apenas uma opção de ferramenta para os negócios na internet e se tornaram um pilar estratégico para sua sobrevivência”. 

 

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