Por um marketing mais guerrilheiro

A essa altura da pandemia e do acirramento do consumo de conteúdo no ambiente digital ficou claro que as marcas precisam olhar para a pulverização da audiência. Como prender a atenção de um perfil de consumidor que tem tantos interesses e tantas maneiras de acessá-los?   

Se por um lado a diversidade de plataformas representa um oceano de oportunidades de interação com diferentes públicos, a rapidez da aderência dos usuários a ambientes digitais inéditos também demanda agilidade por parte das marcas. Por isso, para sair na frente nessa corrida, é preciso ser mais guerrilheiro

O marketing de guerrilha foi criado por Jay Conrad Levinson nos anos 1970 por inspiração na Guerra do Vietnã e se baseia-se em ações não tradicionais, nas quais não é perceptível que se está sob a influência de algum tipo de publicidade. Mas não é necessário fazer pinturas em prédios, árvores e pontos de ônibus da cidade – para citar alguns exemplos mais comuns da estratégia. 

Aqui a ideia é inspirar-se no conceito: abusar da criatividade e causar um grande impacto com poucos, ou às vezes, zero recursos. 

Nesse sentido, o conteúdo de vídeo pode ser uma ótima ferramenta. Além de ser o formato que mais cresce no mundo – 87% das empresas já usam, segundo o Hubspot -, é muito eficaz para trabalhar ideias para a caixinha com pouco investimento e gerar reações surpreendentes na audiência. Um roteiro bem redondo, um bom casting e acostumada fazer mágica. 

Hoje, já acessamos conteúdo audiovisual massivamente tanto nas plataformas que priorizam esse meio, como Youtube e Vimeo, assim como em outras redes sociais, como Instagram, Facebook, Twitter e TikTok. O conteúdo de vídeos de marcas aumentou 258% no Facebook, por exemplo, de acordo com relatório da Tubular Insights. 

Em 2020, os serviços de streaming, que já vinham ganhando força, consolidaram sua presença nesse jogo também. Além de fontes principais de entretenimento, Netflix, Amazon Prime, Disney Plus, HBO Max, entre outros, têm sido desafiados pelos consumidores a cada vez mais amplas e únicas, criando uma relação de proximidade.

Porém na era das bigh techs e big data só uma ideia genial não funciona para ter sucesso com o marketing de guerrilha. Parte importante dessa estratégia é o planejamento. É essencial estudar como personas e fazer uma avaliação e curadoria minuciosa de valores, temas e conversas que cada campanha e conteúdo irá carregar e estimular.

Com tamanha pulverização, é difícil manter-se firme no mercado. Porém, também é enorme a abertura para experimentações. A dica é: preparação e compromisso com o humano e o real. No final das contas, a essência da guerrilha é o elemento surpresa, e o que surpreende hoje é a verdade. 

Créditos de imagem: DANIEL CONSTANTE

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