Série “O Gambito da Rainha” aquece o mercado de xadrez. O que isso tem a ver com a sua marca?

O sucesso da vez da Netflix é uma minissérie “O Gambito da Rainha”, que conta a história de Beth Harmon, uma jovem-prodígio de xadrez em seu caminho para se tornar campeã mundial, nos anos 1950, enquanto lida com dramas pessoais, como a depressão e dependência de álcool e drogas. 

Desde seu lançamento, em outubro, a produção vem ganhando a atenção do público e da mídia de forma crescente. Mais do que isso, uma pesquisa recente da Decode mostra que ela teve impacto direto no mercado de xadrez.

Logo de cara, houve um aumento das buscas no Google por jogadas, como o próprio “gambito da rainha” e a “jogada siciliana”, em 250% e 300%, respectivamente. Cresceu também a procura de termos como “jogar xadrez online” (40%) e “FlyorDie Xadrez” (60%). Além disso, houve um aumento de arrependimento do número de downloads do aplicativo “Chess – Play and Learn”, que faturou US $ 300 mil, conforme dados da SensorTower, em compilação da Agência de Bolso. 

Em nenhum momento da história um protagonista tenta vender o xadrez; mesmo assim, acaba vendendo. O fato de “O Gambito da Rainha” ter balançado o mercado do jogo demonstração mais uma vez que filmes e séries de entretenimento exercem influência direta no comportamento do consumidor. 

Se ainda existe alguma dúvida, 2020 provou que o caminho para o conteúdo de marca é traçar clínica que contempla as plataformas digitais de vídeo. Ao longo do ano, devido à quarentena, o consumo de streaming pago ou gratuito, que já vinha em constante ascensão nos últimos cinco anos, teve um boom. 

Os vídeos passaram a ser mais utilizados não só como fonte para se entreter, mas também se informar, aprender novas habilidades e disciplinas, ver comentários de produtos ou apenas para relaxar. Nesse volume de audiência, as marcas classificadas oportunidades valiosas de ganhar visibilidade e estar mais próximo de seus públicos.  

A própria estratégia da Netflix para lançar “O Gambito da Rainha” e outras produções, como as recentes “O Dilema das Redes” e “Emily em Paris”, é prova definitiva de que publicidade e entretenimento nunca estiveram tão interligados. 

A empresa possivelmente estudou bastante o apelo que o tema do xadrez, um jogo de tabuleiro, poderia ter em meio a um momento de isolamento, ou o engajamento que o protagonismo de uma mulher subversiva geraria nas redes sociais – inclusive, outro dado da Decode revelação que 73% das pessoas que pesquisaram sobre o assunto são mulheres. E, com certeza, investiu-se muito em sua divulgação. 

Em resumo, filmes e séries não são mais importantes sem o respaldo de dados de comportamento, consumo e mercado, assim como campanhas de marketing não funcionam sem as estruturas das histórias do cinema. Quem rever suas estratégias e seguir os movimentos certos nos momentos certos, como Beth Harmon, sairá na frente nessa partida que se desenrolará década adentro.

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